quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Report #026 - Mudança




Conceito: Mudança - De casa, de vida de trabalho. "Mudar de vida". "Toda a vida é composta de mudança" Mutatis mutandis, dizia um professor meu de Geografia, "há muito, muito tempo eras tu uma criança".

Take One - Blogs
Comecei o ano como Citizen Zuko, transformei-me em Martini Man, Ex-Borrachei-me pelo caminho, brevemente assumi-me como JPS e agora sou o Neo. Pelo passado ficaram o Parker Lewis e um Zuco ainda mais antigo.

Take Two - Casa
Há um ano dormia no tapete da sala da minha mãe. Agora todas as noites tenho de disputar o Altar da Luxuria a uma Sacerdotiza que insiste em dormir enroscada em mim. E ainda bem! :)
Comprei a casa em Maio, mobilei-a e equipei-a completamente de raiz numa semana, arruinando-me no processo (Dont try this at home!) e passei a entender porque é que uma amiga minha chamava á sua casa "O Meu Palácio": Porque de facto o é...
Podem não acreditar, mas é a primeira vez na vida que vivo numa casa escolhida e decorada por mim. É pequenina e "tão modesta quanto eu", mas não é por isso que desmerece o nome de Kananga do Japão.

Take Three - Trabalho
Tambem mudou. Estou, num sitio melhor, onde se faz coisas mais giras e sempre diferentes. Há que ter sorte ... ou fazê-la! Tambem mudei a minha atitude perante ele: Agora sou mais interventivo, importo-me, preocupo-me, dou o litro e meio e, principalmente, sempre que acho, não me proibo de dizer "Não!" e de justificá-lo. E comecei a ser ouvido e a ser nomeado para projectos especiais. Nice...

Take Four - Familia
Um dos meus motivos de orgulho é o facto de ter conseguido sair de um casamento causando a todos o minimo de dor. Dou-me bem com a minha Ex e com o namorado dela, o qual já era meu amigo de longa data. Estou bem com a minha filha, apesar de achar que devia estar mais presente, mas nesta situação, talvez nunca se seja suficientemente presente.
A pouco e pouco tenho estado a formar outra familia com a Trinity, mas ela merece um capitulo só para ela

Take Five - As moças
As mulheres são a pontuação na vida de um homem.
Umas são pontos finais, outras de interrogação.Estas são as virgulas necessárias á respiração, aquelas o parágrafo que nos fazem recomeçar. Algumas nunca passam de reticências, mas quase todas merecem a nossa exclamação.
Não me posso queixar.
Tive a honra de ter conhecido mulheres muito interessantes e belas.
Lembro-me de todas com uma grande ternura e sincero agradecimento pelos momentos que me deram, seja a falar de Humpá-Pá no teatro, a passear na Gulbenkian com o filho dela, a fazer o jantar na casa de outra, a subir e descer a serra de Sintra antes de um cozido á portuguesa, ou a passear á noite pelo jardim, debaixo dos aspersores de rega a funcionarem.
A todas o meu sincero obrigado e as minhas sentidas desculpas pelo que de indesculpavel vos possa ter feito ... ou não!


Take Six - Os Amigos
Os Amigos são como os anjos: Não têm sexo (pelo menos connosco) e estão sempre ali, mesmo quando não os vemos.
No decorrer do ano passado perdi cerca de um terço dos meus amigos. Deixaram de me falar quando me separei, ainda não sei se por pudor, desacordo ou choque. Tambem pode dar-se o caso de nunca terem sido meus Amigos, mas apenas amigos...
Dos piores tempos, lembro-te com especial apreço da Monica, minha amiga e irmã, que nunca me fechou a porta, tantas vezes no sentido literal da expressão; e a Marisa que todo santo dia falava comigo por mail "in my darkest hour". Nunca a conheci ao vivo, o que é uma pena...
Se há "Personalidade do ano" para 2007, que me acompanhou ao longo do ano todo, é claramente o Blade. Reencontramo-nos por acaso no inicio deste ano, na festa de inauguração do meu telemovel. Se há prova de que uma pessoa pode mesmo mudar para melhor sempre que quiser, é ele. Buddy, tu és um exemplo e inspiração, para alem de estares lá! (bater no coração e apontar para ti)
E depois temos os Anjos: Rita, Hugo, Elsa, Anokas, Marisa "Certificada", Maria, Maria João, Marta Pratas, Caroço, Miguel, Catia, Margarida, Vanda "Aragana", Susana, outra Susana, mais uma Susana, André "Dias", Cristina, Gonçalo, Guida, Hilário, Joao Bastos, Sónia, outra Sónia, mais uma Sónia, Tuna, Paulinha, Pedro Reis, Silvia, Teresa.

Take Seven - Locais
Houve locais onde me marcaram este ano. O Estado Liquido, o Cento & Doce, o Kubo, o Nigth Café, o Ponto Final e o Plateau. Mas tambem as Olaias, a marginal, Almada, os Olivais e a Lousã.

Take Eight - Sons
Mika, The Weassel , mas há uma musica que me ficou no ouvido deste ano quase passado. "Rise Up" de Yves Lerock. Sempre que a oiço lembro-me do excelente verão que este foi. Vai uma MIRADA?? :)

Take Nine - Trinity
Quase imediatamente a seguir á minha separação, comecei á procura de alguem. Sistemática e deliberadamente, quase com voracidade. Já não acreditava na Mãe Natal e achava que se queria alguem tinha de fazer por isso. Diziam-me, nessa altura, que as coisas não eram assim. Que deveria aguardar, e que as coisas aconteceriam quando tivessem de acontecer, normalmente quando menos esperasse.
Pois bem... Todos tinhamos razão!
Se eu não estivesse á procura, a Trinity nunca me teria encontrado, e quando me encontrou eu já não acreditava que alguma vez teria uma relação de longa duração com alguem. Muito sinceramente, ela não só faz sentido na minha vida, como lhe dá significado.
Miuda, eu não estive 23 anos á tua espera. Estive 23 anos a evoluir para estar contigo.

sábado, 15 de dezembro de 2007

Report #025 - Encosta-te a mim...

Seis meses juntos.
Vivemos 100.000 anos e ainda temos tanto para viver.
Obrigado, miuda!

Encosta-te a mim...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Report #024 - Madrasta




Neozinha - Oh, pai, se a Trinity é tua namorada, então é minha madrasta, não é?

Neo - .... ahhhhhhhh... pois! (cara de parvo, como quem pensa nisso a primeira vez.)



Madrasta?!? EU?!?!? Nem tenho idade para isso!!

Nunca tinha pensado nisso! E mal pensei percebi porque é que é nunca tinha pensado!

É curioso, porque até aqui EU é que tinha madrastas. Várias. Que o meu paizinho não deixa que nada me falte!
E agora sou eu a madrasta...

Ainda por cima a palavra é desagradável e eu vi no filme da "Branca de Neve", corroborado pelo da "Gata Borralheira", que as madrastas são feias e têm verrugas no nariz.


sábado, 10 de novembro de 2007

Report #022 - EU EXISTO!!


COMUNICADO OFICIAL:

Amigos, companheiros, camaradas, bloggers, leitores em geral (e Insaciavel em particular),
cambada!

Venho por este meio esclarecer que eu não sou um produto da imaginação do Neo.
Soubemos de fonte segura que há leitores que acham que este blog é feito por um gajo.
Sou gaja, gira e boa, escrevo o que vocês têm lido assinado por mim, já tive o prazer de conhecer outros bloggers, até penso e tudo!


Se ainda restam dúvidas mandem-me um mail (que está no meu perfil) para nos encontrarmos ao vivo!


Blogo logo existo!

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Report #021 - Blind Date




(A propósito de um jantar com a Ana Lisa, uma Senhora do Norte, que nos quis conhecer, tendo assim o primeiro blind date da sua vida, e do facto de ela ter contado a sua "imprudente aventura" a familiares e colegas)

Moça,

Acreditas que eu acho muito estranho alguem achar estranho e ousado conhecer ao vivo uma pessoa que se tenha conhecido na net? Mas o que acho giro é que se nos tivessemos conhecido ao almoço num restaurante, ou no supermercado junto aos congelados, a reacção deles seria a mesma.

Os portugueses são muito cientes do SEU circulo social. Não falamos com ninguem que não seja respeitávelmente apresentado por um amigo, ou, de preferência, que não tenhamos visto crescer em casa do vizinho. Achamos mal que alguem meta conversa connosco, mesmo que seja para aliviar as duas horas de viagem de comboio. Para chamarmos "amigo" a alguem só ao fim de 452 dias de convivio, pelo menos e quanto mais melhor. Que menos disso, ainda é um estranho que não nos merece confiança nenhuma. Desde pequeninos que somos todos ensinados a não falar com estranhos e levamos isso á risca quando crescemos.

O Blade foi recentemente a Londres, ficou em casa de amigos e reparou que o circulo social deles foi todo construido no pub. Quando lá foi, deu com ele a acabar por falar com toda a gente, mas MESMO toda a gente que estava no pub. As pessoas metiam conversa com ele e diziam que moravam na rua mais abaixo ou mais acima, combinavam umas cervejas para o dia seguinte ou para irem visitar tal ou tal sitio.

Em Portugal quando vais a um sitio á noite, mesmo que o ambiente seja de completa festa, se reparares não é UMA festa, mas várias festas lado a lado, cada uma delas ignorando-se alegremente e se alguem se chega a uma dessas festas e diz: "Olá! Boa noite! Isto está muito giro!" repelem imediatamente o atrevido, como se ele fosse a encarnação simultanea de Atíla o Huno e Vlad Dracula. E depois queixam-se que têm azar no amor e não têm amigos...

É que isto é uma questão de saude (mental) publica! Se toda a gente só pudesse falar com quem conhece de nascimento estáva tramada! Olha eu: os miudos da minha rua e os meus vizinhos já não os vejo vai para 20 anos. Colegas de escola ou de curso é a mesma coisa. Significava que estaria limitado aos colegas de trabalho... Estava sozinho, deprimido e amargurado

Eu acho que a razão deste comportamento tem a ver com o facto de sermos a primeira geração urbana deste pais. Os nossos pais vieram "da terra", cresceram lá pelos anos 40, num meio pequeno em que toda a gente era familiar, frequentemente no sentido literal da palavra e só tiveram de falar com "estranhos" no primeiro dia em que chegaram à cidade. De uma forma ou de outra sentiram o impacto da multidão anónima e das histórias de chico espertismo dos citadinos (e da revanche dos "da terra", contada em tantas anedotas) e criaram uma blindagem a todo e qualquer contacto social não devidamente referênciado, que passaram aos filhos (Nós!)

No fundo continuamos a comportarnos como campónios lá na aldeia, de saca de sarapilheira na cabeça á laia de capuz, a olhar desconfiado para o estranho que passa.

domingo, 21 de outubro de 2007

Report #020 - Sinais exteriores de riqueza


Outro dia, uns manguelas que estavam na esplanada onde nos deliciavamos com um gelado daqueles grandes, com fruta, chantilly e topping de chocolate, comentavam que tinha bom aspecto e que deveria ser caro, enquanto olhavam para a nossa mesa.

O pretexto para os olhares gulosos era o gelado, mas o verdadeiro motivo era a Trinity.

Entre risinhos dos fuinhas, lá deu para perceber que, na cabecita deles, eu teria alugado a companhia profissional dela, seja por pagamento directo, seja por usufruto de bens, e que esse pagamento teria de ser alto, tal a quallidade da acompanhante.

O que me fez pensar que namorar com uma miuda como a Trinity é um sinal exterior de riqueza, assim como uma vivenda na Quinta da Marinha ou um barco na marina de Cascais.

Não me admirava nada que um dia destes me entrasse pela porta um fiscal das Finanças para examinar as minhas declarações de IRS desde 1936, sob o pretexto de exbir bens acima dos meus rendimentos declarados.

E teriam razão, o fiscal e os fuinhas. Andar com ela, é claramente um sinal da minha riqueza...

Money can't buy me love
Can't buy me love, everybody tells me so
Can't buy me love, no no no, no

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Report #018 - Os Medianos


Foder pela 1ª vez com alguém é sempre... bem, pelo menos curioso!

Como em qualquer outra coisa, só temos uma oportunidade para deixar uma boa primeira impressão. Raramente é maravilhoso ou perfeito na 1ª vez, mas há umas melhores que outras, de tal maneira que com algumas pessoas se repete, com outras nem por isso.

Eu divido as pessoas com quem fodi em 3 grupos: os bons, os maus e os medianos.

Os bons são bons e a não ser que se tenha um grande azar, tende a melhorar (até rima, que bonito!)

Quanto aos maus, o meu ego obriga-me a repetir, porque se a coisa corre mal a culpa é dos dois. Alias, as coisas com o Neo não foram boas logo ao inicio, não por defeito de algum dos dois mas, porque não nos conhecíamos e a comunicação estava difícil! Mas isso é conversa para outro post. A conclusão é que quando a coisa corre mal, para bem da minha auto-estima eu tendo a insistir para ver se o mal era da Lua.

O meu grande problema são os medianos. Os medianos não dão vontade de repetir e ate me esqueço que alguma vez aconteceu. Se me perguntarem se gostei nem sei o que responder, não posso dizer que tenha sido mau, mas bom, bom também não foi.

Foi...

E é esta sensação de... (vazio), de nada a registar que me incomoda. Seja como for, eu digo aos rapazinhos medianos que foi óptimo e que temos de repetir, mas eu sou cínica, nada a fazer!

O sexo deve marcar. Quer seja mau ou bom, deve ficar na memória (de evitar memórias de carne e osso, aka criancinhas). Afinal, gasta-se muita energia no fornicanço, não só na foda em si como no antes e no depois, portanto nada melhor que umas boas memorias para mais tarde recordar!

Para mal dos meu pecados há fodas e pessoas com quem forniquei que nem me lembro... mas eu nunca tive boa memoria!